Lucas di Grassi

Lucas di Grassi
Lucas di Grassi

O EPRIX NEWS traz um bate-papo exclusivo com o piloto Lucas di Grassi. O brasileiro é considerado um piloto extremamente técnico, inteligente e veloz. Lucas é apontado desde o começo da primeira temporada da Fórmula E como principal candidato ao título.

EPRIX NEWS: Lucas, com certeza, você é um dos pilotos com maior domínio do carro da Fórmula E, pois está desde o início no projeto. Você ajudou no desenvolvimento. Você poderia compartilhar com a gente como tudo isso começou? Como surgiu a oportunidade de entrar nesse projeto?

LUCAS DI GRASSI: Na verdade não me envolvi na parte técnica de desenvolvimento do carro. O que eu fiz foram demonstrações de marketing e exibição nas cidades candidatas a receber a categoria e em um protótipo elétrico que ainda nem era o carro oficial. O desenvolvimento no qual eu trabalhei foi: conceitual para as pistas, o formato do campeonato e algumas coisas do carro. Tudo isso do ponto de vista do piloto. Entrei neste projeto a convite do Alejandro Agag, que é o CEO da Fórmula E. Nosso contato é antigo, da época em que corri pela Campos na GP2, em 2008, e fomos campeões entre as equipes. Ele era o sócio do time e quando surgiu a Fórmula E ele me convidou para ajudar.

EN: Você ainda tem como meta retornar a F1 um dia?

LG: Não. Estou muito feliz com a minha atual situação, guiando por uma grande equipe como a Audi em carros competitivos.

EN: Além da Fórmula E, o que mais você tem feito no mundo do automobilismo mundial?

LG: Sou piloto da Audi no FIA WEC e esta, na verdade, é a minha principal atividade, com um campeonato mundial e com a disputa das 24 Horas de Le Mans.

EN: Você acha que a realização de uma corrida de Fórmula E no Brasil seria muito importante para impulsionar a categoria aqui? Qual cidade seria a mais indicada em sua opinião?

LG: Sim, muito. Porque o Brasil, mesmo sem um título há 24 anos, só olha para a Fórmula 1. A mídia brasileira dá muito mais atenção para a F1 do que outras categorias e, isso, é algo histórico. A Fórmula E já é realidade e é vista com muitos bons olhos por todo o planeta. E acho que só com a realização de uma corrida no Brasil este quadro mudaria. Quanto a uma cidade, as mais indicadas seriam São Paulo ou Rio de Janeiro.

EN: Você cogita priorizar a Fórmula E em sua carreira ou isso ainda é algo muito difícil para qualquer piloto fazer uma vez que a categoria ainda está em seu início?

LG: Meu foco principal é representar bem a Audi onde ela determinar. Hoje meu trabalho principal é no Campeonato Mundial de Endurance (WEC) e nas 24 Horas de Le Mans. Faço o FIA WEC e a Fórmula E representando a Audi, mas o principal é no FIA WEC.

EN: Com todas as novidades já anunciadas para a próxima temporada, a Fórmula E parece apontar numa direção de maior desenvolvimento tecnológico das equipes e seus carros? Quais aspectos técnicos e de desenvolvimento você acha que deviam evoluir de modo mais urgente com o intuito de dinamizar ainda mais a categoria para 2015/2016?

LG: Acho que a evolução mais urgente seria na bateria. Ela precisa de maior capacidade e durabilidade, menos peso e mais potência. É o principal item a ser trabalhado não só pela dinamização e evolução da Fórmula E em si, mas também para servir de impulso para a indústria da mobilidade urbana sustentável. Baterias de ion-lítio, como celulares: leves, duráveis, potentes, para servir em scooters elétricas, bicicletas e carros. Se as baterias forem assim, acho que este desenvolvimento no quesito de mobilidade dará um salto no mundo todo.

EN: Você é de fato, desde o começo, um dos favoritos para ser campeão da primeira temporada de Fórmula E. Porém, a briga acirrou devido ao alto nível de competitividade dos pilotos. A disputa está intensa entre você, Nelsinho, Nicolas Prost, Buemi e Bird. Dentre esses, qual você enxerga como maior oponente e como você projeta o restante do campeonato em sua fase européia?

LG: Ainda não há um oponente claro, porque há cinco etapas pela frente. Mas de qualquer forma, meu foco é nos resultados, e não nos adversários.

EN: Descreva a sensação de vencer a prova de estreia da categoria na China?

LG: Foi um marco histórico para a minha carreira. Vencer a primeira corrida da história da primeira categoria mundial de carros elétricos é algo de que me orgulho e no futuro isso vai ser algo que vou me lembrar com bastante carinho.

EN: Muito obrigado pela entrevista ao EPRIX NEWS! Deixe uma mensagem para os fãs brasileiros da Fórmula E.

LG: Bom, já que me deram este espaço, peço para que votem em mim no Fanboost! É só entrar em http://fanboost.fiaformulae.com, me escolher e votar! Além disso, quem ainda não acompanhou, o Brasil transmite a Fórmula E pelo Fox Sports. Então, votem e assistam! Conto com a torcida de todos!

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