Bia Figueiredo

Bia Figueiredo – a maior piloto mulher no automobilismo nacional

O EPRIX NEWS encerra o mês da mulher com uma entrevista especial com Bia Figueiredo. Bia foi a primeira brasileira a correr em uma categoria top do automobilismo mundial, em 2013: uma temporada parcial na Formula Indy. 

Ela foi a primeira mulher do mundo a vencer na Firestone Indy Lights. Além disso, a brasileira teve outros feitos: a única a vencer na Fórmula Renault, a única a conquistar uma pole position na Fórmula 3 e a única a disputar e a vencer no Desafio das Estrelas (torneio anual de kart organizado por Felipe Massa). É também a primeira brasileira a conquistar um lugar no grid e a disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Atualmente, Bia disputa a Stock Car. Nessa entrevista, Bia Figueiredo fala da atuação da mulher no automobilismo e também da Fórmula E.

EPRIX NEWS: Você pode compartilhar com a gente tudo que a Bia está fazendo hoje em termos de automobilismo?

BIA FIGUEIREDO:  Fui a primeira brasileira a correr em uma categoria top do automobilismo mundial, a Fórmula Indy. Et disputo a mjnha quarta temporada da Stock Car (única mulher no grid composto por mais de 30 pilotos). Pela primeira vez, eu correrei na vencedora equipe Full Time. No ano em que cheguei à Stock Car, 2014, a Full Time se tornou pela primeira vez campeã da principal categoria nacional com Rubens Barrichello. Além de eu e Rubinho, a equipe contará com Allam Khodair e Lucas Foresti em 2017.

Além da Stock Car, Bia tem outros projetos ligados à velocidade. Entre eles, ela tem a equipe Bia Figueiredo no campeonato Brasileiro de Turismo, é embaixadora do #Karteiras, grupo de mulheres que disputa um campeonato anual de kart, dá palestras em todo o país sobre assuntos ligados à carreira e automobilismo e, neste ano, lançou o Women Drive Training, projeto de direção defensiva para mulheres realizado pela 2DRIVE, empresa referência em instrução de pilotagem e coordenação dos pilotos Beto Gresse e Rodrigo Hanashiro, o projeto é em parceria com a AMK, operadora especializada no turismo em motorsport.

EN: Ainda há muito preconceito em relação às mulheres no automobilismo? Como é este cenário hoje em dia?

BF: A mulher foi proibida de muitas coisas por muito tempo. Só no século XX a permitiram votar, depois dirigir, e assim vai. Espero ver mulheres ainda mais independentes e com oportunidades iguais aos homens. Que elas sejam expostas e preparadas para serem líderes desde pequenas. E quem sabe muito mais mulheres participando do automobilismo. E não apenas como pilotos, mas também chefes de equipe, mecânicas…

 O mundo está mudando e acredito que isso também vai mudar. Hoje, temos mulheres competindo em categorias de base no automobilismo. Torço muito por elas e peço que foquem 100% no automobilismo e não desistam nunca. Eu cheguei ao topo do automobilismo, disputei temporadas da Fórmula Indy, por isso, tenho certeza que logo teremos outras brasileiras na disputa também. Nós mulheres podemos competir de igual para igual com homens. E podemos, inclusive, vencer.

 

Bia Figueiredo: bela, veloz, audaz e corajosa.

EN: Qual a sua opinião a respeito da Fórmula E? É o futuro do automobilismo?

BF: É um novo conceito de automobilismo. Muito da tecnologia desenvolvida na Formula E irá para os carros elétricos , bateria de celular, entre outros. Os pilotos tem que se concentrar menos em serem rápidos a qualquer custo e mais em ser rápido salvando energia. Assim como a F1 , toda a tecnologia desenvolvida será passada para os carros de rua.

EN: Katherine Legge já guiou na Fórmula E. Você acha que outras mulheres podem se aventurar na categoria?

BF: Além da Katherine Legge, a Simona fez uma temporada pela Andretti. As mulheres podem correr em qualquer categoria no mundo se, assim como pilotos homens, forem bem preparadas.

EN: Deixe seu palpite para a corrida no México no próximo dia 1/4. Quem ganha essa corrida?

BF: Meu palpite e torcida é para que o Nelson Piquet Jr e o Di Grassi vençam, apesar de estar difícil bater Buemi.

Bia na Stock Car.