DS TESTA GEN 2 NA ESPANHA

A equipe do pessoal do site e-racing365 acompanhou parte dos testes que a DS Performance realizou com o GEN2 em Calafat, na Espanha. Vamos resumir abaixo as novidades observadas nos testes.

Os dias de testes privados (dos quais apenas 15 são concedidos aos fabricantes confirmados no Campeonato da Fórmula E) foram bem intensos.

A DS trabalhou em vários programas sob condições de teste e lidando com as questões envolvendo o aquecimento em Calafat.

Lotterer, após a rodada final da cidade de Nova Iorque, foi para Calafat guiar o GEN2 nos testes da DS. Ele estava concentrado em adquirir uma experiência inestimável no desenvolvimento de grandes projetos para o novo carro.

O recém-coroado campeão da Fórmula E, Jean-Eric Vergne completou testes si ulando condições de corrida poucos dias antes de Lotterer chegar. O piloto de teste e desenvolvimento da Techeetah, James Rossiter, também esteve presente em Calafat.

Há rumores de que a DS e Audi teriam sido os grupos que obtiveram o maior progresso com seus pacotes gerais do Gen2. A gestão dos testes foi do gerente de projetos da DS Performance Formula E, Thomas Chevaucher, que tem sido parte integrante da história da DS com a Fórmula E desde 2015. Ele e sua equipe foram bem-sucedidos nos últimos meses, fazendo malabarismos entre os testes de desenvolvimento e a redução da parceria da DS com a Virgin Racing.

“Tem sido um período intenso, mas às vezes isso acontece”, disse Chevaucher.

“O que temos trabalhado é melhorar a eficiência em muitas áreas, mas na quinta temporada há duas melhorias principais em que estamos nos concentrando. Uma é a recuperação de energia que vai de 150 kW a 250 kW, o que causa uma enorme diferença na frenagem. A outra é que agora temos um sistema de freio por fio e não uma distribuição hidráulica normal e isso melhora enormemente a eficiência da recuperação de energia.”

O carro Gen2 também possui uma bateria fornecida pela McLaren Applied Technologies, que gera quase o dobro da capacidade de energia. Isto será suficiente para completar uma corrida inteira.

Outro detalhe importante é que o carro agora pesa 900 kg (considerando o piloto), incluindo 18 kg do sistema halo, enquanto a bateria pesa aproximadamente 389 kg. A nova bateria é 47 kg mais pesada que a predecessora fornecida pela Williams, ao mesmo tempo em que oferece ao carro um maior centro de gravidade.

A DS conseguiu uma redução de 30% no peso em relação ao seu desempenho entre o carro da última temporada e o novo modelo. Chevaucher acredita que o novo formato de corrida de 45 minutos mais uma volta será um desafio tático crucial, já que as equipes são forçadas a redefinir suas perspectivas estratégicas para uma corrida cronometrada.

“Como fã, a regulamentação de 45 minutos é uma boa ideia, mas, como engenheiro, será um pesadelo”, explicou ele.

“É fácil simular nos testes e fizemos um pouco disso. O ponto é que o final da corrida será ditado pelo líder. O ritmo do líder poderá ser decisivo para todos os demais na hora de cruzarem a linha de chegada após 45 minutos. Se você não for o líder, torna-se difícil antecipar e se eles tiverem uma volta de três segundos, eles podem perder a velocidade. Isso criará novas situações e será muito interessante ver quem consegue se adaptar ou não. ”

Com informações do site e-racing365.

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