Temporada 2014-2015


01 – Pequim (Beijing) / China > 13 de Setembro de 2014

 

chinaflag20152016chinacircuitVencedor: Lucas di Grassi

Resumo da Corrida: Corrida extremamente monótona. Poucas ultrapassagens. Nesse dia, fica claro que todos devemos enxergar a Fórmula E como algo totalmente diferente das demais categorias de monoposto.

No entanto, algumas conclusões já podem ser tiradas:

1) Jamais compará-la com a F1. A Fórmula E usa chassis Dallara e muita tecnologia das equipes de F1, mas o conceito é completamente diferente. Só a bateria é boa parte do peso do carro. Por isso, são mais lentos;

2) As provas são em circuitos de rua. Ou seja, muita da emoção vai depender da dinâmica do autódromo. Mas, ser na rua é bom para um evento cujos treinos e corridas ocorrem no mesmo dia. Há uma grande interação com o público. Usa-se circuito de rua também, pois as próprias freadas e travas realimentam a bateria;

3) As trocas de carro perdem muito tempo e soam muito estranho. Mas, de qualquer forma, é algo que temos de acostumar. Afinal, a autonomia é de 30 minutos para cada carro. Obviamente, nos próximos anos, com o maior desenvolvimento, as baterias serão reduzidas de tamanho. Aí, isso implicará em maior tempo de autonomia e, por consequência, aumento da duração da prova e incremento de outras novidades.

Enfim, vamos acompanhando a temporada e ver como será o desenrolar. Não percamos a perspectiva de que isso se trata de uma categoria totalmente nova em conceitos.

Resultado final:

1º colocado – Lucas di Grassi
2º colocado – Franck Montagny
3º colocado – Sam Bird
4º colocado – Charles Pic
5º colocado – Karun Chandhok
6º colocado – Jerome d’Ambrosio
7º colocado – Oriol Servia
8º colocado – Nelsinho Piquet
9º colocado – Stephane Sarrazin
10º colocado – Daniel Abt
11º colocado – Jaime Alguersuari
12º colocado – Nicolas Prost
13º colocado – Nick Heidfeld
14º colocado – Michela Cerruti
15 º colocado – Katherine Legge
16º colocado – Ho-Pin Tung
17º colocado – Takuma Sato
18º colocado – Sébastien Buemi
19º colocado – Jarno Trulli
20º colocado – Bruno Senna

 


02 – Putrajaya / Malásia > 22 de Novembro de 2014

 

malasia_flag20152016malaysiacircuitVencedor: Sam Bird

Resumo da Corrida: Corrida MUITO melhor que a da China. Primeira razão para isso: O circuito da Malásia tem melhores pontos de ultrapassagens, apesar de ser travado como qualquer pista de rua. Outro aspecto: Nitidamente já houve uma baita evolução nos carros. Eles pareceram mais resistentes e algumas equipes já mostraram sensível mudança aerodinâmica. As equipes ABT, de Di Grassi e Virgin de San Bird, parecem estar um passo à frente.

Segunda razão: Por conta da melhoria dos carros e de entrada de safety car duas vezes no início da prova, já foi possível notar diferentes estratégias na pista no momento da troca de carro. Isso foi legal, pois deu emoção similar a uma troca de pneus. E, mais… no final, vários pilotos ficaram com problema de energia, tendo que economizar…. Os que montaram melhores estratégias acabaram tendo mais energia e atacaram. Na boa… A corrida foi excelente!

Agora farei a análise sobre cada piloto brasileiro.

DI GRASSI: Excelente segundo lugar. Largou em décimo sétimo em virtude de problemas nos treinos. É um piloto extremamente inteligente. Além disso, desenvolveu o protótipo da categoria e tem a melhor equipe ao seu lado. Aliou tais fatos e fez uma espetacular corrida e acabou em segundo lugar. Mas, na hora H, acho que ele pode sucumbir diante de SAM BIRD. SAM BIRD, piloto de testes da mercedes na F1, é bem rápido e se mostra muito audaz.

NELSINHO PIQUET: Mostrou-se mais veloz e ousado nessa corrida. Fez ótima prova, sempre estando entre os primeiros. Aliás, fez belíssima ultrapassagem em DI GRASSI e ia passar TRULI. Mas, foi imprensado no muro pelo velho Truli faltando 6 voltas pro final. Com certeza, iria para o pódio na frente de DI GRASSI. Aliás, era o melhor brasileiro na corrida. Estava muito bem. Mas, como sempre, lhe faltou cabeça. É muito intempestivo. O Truli ia tomar uma punição. Ou seja, ele já iria passar. Não precisava forçar daquele jeito. Há também a possibilidade de ter faltado comunicação via rádio entre ele e a equipe. No entanto, foi bom ver que o domínio dele aumentou em relação ao carro. Foi muito legal ver a briga ferrenha dele com DI GRASSI. Boa rivalidade. Pelo menos, Nelsinho tem 4 pontos no campeonato. É infinitamente melhor que seu companheiro de equipe, o chinês Ho-Pin-Tung.

BRUNO SENNA: Fez excelente corrida. Aqui vai um elogio. BRUNO SENNA é tranquilo e humilde. Aliás, é amigo de DI GRASSI e NELSINHO. Consegue se dar bem com os dois. SENNA fez grandes ultrapassagens. Protagonizou um belo momento na prova: uma linda ultrapassagem sobre o filho de PROST. Foi bem legal. Mas, BRUNO cometeu um erro bobo nas últimas curvas e bateu. Não terminou a prova… No caso dele, é muito ruim, pois segue com ZERO ponto. BRUNO SENNA precisa ser mais constante e não jogar fora corridas em função de erros bobos.

Vamos aguardar.

Resultado final:

1º colocado – Sam Bird
2º colocado – Lucas di Grassi
3º colocasdo – Sébastien Buemi
4º colocado – Nicolas Prost
5º colocado – Jerome d’Ambrosio
6º colocado – Karun Chandhok
7º colocado – Oriol Servia
8º colocado – Antonio Felix da Costa
9º colocado – Jaime Alguersuari
10º colocado – Daniel Abt
11º colocado – Ho Pin Tung
12º colocado – Stephane Sarrazin
13º colocado – Matthew Brabham
14º colocado – Bruno Senna
15º colocado – Franck Montagny
16º colocado – Katherine Legge
17º colocado – Jarno Trulli
18º colocado – Nelsinho Piquet
19º colocado – Michela Cerruti
20º colocado – Nick Heidfeld

 

 


 03 – Punta Del Este / Uruguai > 13 de Dezembro de 2014

 

uruguai_flag20152016uruguaycircuitVencedor: Sébastien Buemi

Resumo da Corrida: Os comentários dessa corrida serão feitos em função dos desempenho dos brasileiros. Bruno Senna: Ia largar em oitavo, tomou punição e largou em último. Mas, fez excelente corrida. Dessa vez não bateu e nem cometeu erros. Além disso, soube poupar energia das baterias do carro. Ficou em sexto. Parabéns, garoto.

Nelsinho Piquet: Nitidamente, a China Racing team me parece um dos carros que carecem de muito acerto. Grana eles têm. Porém, foi a última equipe a alinhar no GRID. Tanto que o companheiro de Nelsinho sempre anda atrás. Mas, por enquanto é uma categoria em que se nota que dá para resolver no braço. Muito bom isso. Nelsinho fez excelente corrida. Largou em segundo, liderou cerca de 11 das 31 voltas e terminou em segundo. Foi uma ótima batalha contra Verne (da Andretti Racing) e Prost/Buemi (ambos da e.Dams Renault). Buemi venceu. Nelsinho ficou em segundo.

Lucas di Grassi: A equipe ABT é boa. Di Grassi é regular e inteligente. Aliado à sorte, ele vem na boa… Ganhou a primeira, ficou em segundo na Malásia e agora ficou em terceiro. O brasileiro tem sido bastante competente, mesmo sem estar fazendo uma corrida sensacional.

Resultado final:

1º colocado – Sébastien Buemi
2º colocado – Nelsinho Piquet
3º colocado – Lucas di Grassi
4º colocado – Jarno Trulli
5º colocado – Jaime Alguersuari
6º colocado – Bruno Senna
7º colocado – Nicolas Prost
8º colocado – Jerome d’Ambrosio
9º colocado – Oriol Servia
10º colocado – Nick Heidfeld
11º colocado – Antonio Garcia
12º colocado – Michela Cerruti
13º colocado – Karun Chandhok
14º colocado – Jean-Eric Vergne
15º colocado – Daniel Abt
16º colocado – Salvador Duran
17º colocado – Matthew Brabham
18º colocado – Stephane Sarrazin
19º colocado – Antonio Felix da Costa
20º colocado – Sam Bird

 

 


04 – Buenos Aires / Argentina > 10 de Janeiro de 2015

flagge-argentinien20152016argentinacircuitVencedor: Antônio Félix da Costa

Resumo da Corrida: As corridas da Formula E, já batizadas de ePRIX, têm sido surpreendentes. Foi a melhor corrida de todas as 4 até agora! E, a mais doida também! Vamos lá…

A corrida teve 3 partes distintas. A primeira corresponde as 17 primeiras voltas quando se aproximava o momento da troca de carro. Na largada, Bruno Senna (que mais uma vez bateu no treino) largou lá atrás em 19º. Mas, já foi logo para o ataque. Nelsinho Piquet largou mal e, de nono, caiu para 11º. Lucas di Grassi largou em quinto. Ao contrário das outras corridas em que contou com a sorte e não foi tão audaz, dessa vez, Lucas di Grassi deu um show! Atacou e logo fez fantásticas ultrapassagens sobre Alguersuari, Bird e Heidfeld. Após isso, ele partiu para a batalha contra Buemi. À essa altura, Piquet já havia se recuperado e estava em nono, mas meio que segurando todo pelotão restante. Mas, Nelsinho estava nitidamente economizando bateria para tentar aguentar mais uma ou duas voltas na pista em relação aos outros.

Aí, veio um momento inesperado e que mostra que a Fórmula E precisa se adequar melhor, ajustando seu regulamento. Essa pista de Buenos Aires por ser mais larga, possibilitou mais brigas e ultrapassagens. Os pilotos já estão dominando mais os carros também. Logo, houve menos safety car entrando. Mas, houve uma batida num momento crucial (justamente a hora de troca de carros) e que causou a entrada do carro de segurança. Chandhok foi quem bateu com sua Mahindra. Não havia no regulamento nada similar como há na F1. Ou seja, na F1, quando há a entrada de safety car, fecham-se os boxes para que não haja injustiças e pilotos se aproveitem. Mas, aí que está. Não havia regra clara, por isso, um monte de gente entrou e os boxes estavam abertos. Assim, os líderes que ainda davam voltas (já lentos por conta do carro de segurança) se prejudicaram. Pior. Resolveram fechar os boxes. Aí, Bruno e Nelsinho foram prejudicados ficando presos no boxes. Problemas de uma categoria ainda em crescimento.

Aí começa a segunda parte da corrida. Foram 5 voltas de carro de segurança, o que fez todo mundo economizar bateria nos segundos carros. Foram muitas voltas também, pois a FIA quis usar a cronometragem para corrigir os erros de posição. Então, veio a relargada. Nelsinho e Bruno estavam em 13º e 14º lugares e começaram uma corrida alucinante de recuperação. Altas brigas e ultrapassagens. Di Grassi manteve seu show particular e meteu pressão em Buemi, que errou e voou na zebra e no muro. O pessoal da FOX acha que a barra de suspensão do carro quebrou. Acho que não. Sabe por quê? Duas voltas depois, Lucas di Grassi fez a mesma coisa e bateu no muro. Fim de prova para o brasileiro. Heidfeld assumiu a liderança, aparentemente afastando uma maré de má sorte na Fórmula E. Na parte intermediária do pelotão, Piquet Jr. e Senna já vinham galgando seus lugares: o sobrinho de Ayrton largou em penúltimo e já aparecia na 10ª posição, enquanto o ex-piloto da Nascar, após cair para 13º, se segurava em 7º.

Aí vem a terceira parte…. a mais doida…
Sam Bird, que vinha em 2º, foi punido por entrar nos boxes com as luzes vermelhas ainda acesas e caiu para a parte de trás do grid. Heidfeld, então, tinha uma certa vantagem para Da Costa. Atrás dele, vinham Alguersuari e Jean-Éric Vergne. A três voltas da bandeira quadriculada, o francês, no desespero de ultrapassar, acabou tocando o carro do espanhol e, os dois desaceleraram, dando espaço para que Prost assumisse a terceira colocação. Nelsinho Piquet já vinha numa ferrenha batalha com Daniel ABT (companheiro de Lucas di Grassi). Vergne e Alguersuari estavam na guerra com Prost mais à frente. Então, ABT exagerou e foi com tudo e bateu em Alguersuari. ABT rodou e ficou para trás. Alguersuari seguiu, mas Nelsinho acabou passando os dois. Nelsinho ainda passou Vergne! Aí, mais uma vez Heildfeld teve azar na ePRIX. Ele tomou punição por conta de ter excedido a velocidade nos boxes. Assim, a vitória caiu no colo do português da Costa. Duas coisas legais. 1 – A equipe do português tem como dono o japonês Aguri Suzuki, uma lenda na F1. 2 – A alegria e surpresa de Nelsinho Piquet que nem sabia que tinha conseguido o terceiro lugar. A corrida ficou MUITO doida. As equipes estavam perdidas e, para variar, a China Racing estava sem comunicação com Nelsinho. Bruno Senna teve também um final espetacular, usou fan boost e ainda guerreou e passou Alguersuari. Ficou em quinto. Mesmo com o mau resultado, Lucas di Grassi manteve a ponta da tabela, seguido por Buemi. A próxima etapa será em Miami, em 14 de março. Foi muito legal ver Prost em segundo e Piquet Jr. em terceiro! Viva a fórmula E!

Confira o resultado completo do ePrix de Buenos Aires:
1º colocado – António Félix da Costa
2º colocado – Nicolas Prost
3º colocado – Nelsinho Piquet
4º colocado – Jaime Alguersuari
5º colocado – Bruno Senna (FanBoost)
6º colocado – Jean-Éric Vergne (FanBoost)
7º colocado – Sam Bird
8º colocado – Salvador Duran
9º colocado – Nick Heidfeld (FanBoost)
10º colocado – Oriol Serviá
11º colocado – Stéphane Sarrazin
12º colocado – Ho-Pin Tung
13º colocado – Marco Andretti
14º colocado – Daniel Abt
15º colocado – Jerome D’Ambrosio
16º colocado – Jarno Trulli
17º colocado – Lucas di Grassi
18º colocado – Sébastien Buemi
19º colocado – Michela Cerruti
20º colocado – Karum Chandock

 

 


05 – Miami / EUA > 14 de Março de 2015 

united-states-flag20142015usamiamicircuitVencedor: Nicolas Prost

Resumo da Corrida: O ePRIX de Miami não chegou nem perto das etapas de Punta Del Este e Buenos Aires em termos de disputas e emoções. Era de se esperar com base no desenho do circuito, mostrando que o mesmo é muito travado e com curvas de quase 90º. Ou seja, a posição de largada era de fato importante. Mas, ainda assim, a Fórmula E gerou emoções justamente por suas características ímpares. Ainda assim, essa foi uma corrida mais tática e estratégica em relação às anteriores. Um fato interessante: Não houve entrada de safety cars. Houve poucas batidas e toques. Os pilotos estão pegando mais o domínio do carro. Além disso, a pista travada demais fez com que os pilotos tivessem mais cautelosos. Ainda assim, a corrida teve muitas emoções.

A corrida teve duas partes distintas. Antes da troca de carros, tudo estava mais burocrático. Lucas di Grassi se manteve em sexo e Nelsinho em sétimo (o brasileiro foi o segundo melhor nos treinos, mas cumpria punição aplicada na etapa anterior e, por isso, perdeu 5 posições no grid). Nas primeiras posições, Bird tentava ultrapassar Vergne de todo modo. Mas, estava difícil. Pista travada. A corrida segui muito interessante no pelotão traseiro, pois Bruno Senna e o estreante Loic Duval vinham escalando posições e ultrapassando muitos.

As emoções começaram mesmo entre as voltas 18 e 20 justamente quando começaram as trocas de carro. Embora muitos reclamem do tempo gasto com a troca de carro em função das baterias, isso tem funcionado bem como um toque de emoção na categoria. Já há equipes e pilotos sabendo economizar energia. Em contrapartida, há equipes enfrentando problema de superaquecimento de baterias. Ou seja, há pilotos parando em voltas diferentes já, gerando questões estratégicas. Isso já ocorreu hoje. Vergne estava ficando sem bateria e não conseguiu parar Bird. O estreante Liuzzi estava segurando Duran, Bruno e muitos outros. Mas, começou a perder força e a ser ultrapassado. Não teve jeito… Os pilotos começaram a trocar de carro. E, aí começaram as mudanças profundas.  A corrida agitou em função dessa variação de nível de bateria. E, olha como as coisas são imprevisíveis. Vergne perdeu tempo na troca de carro e até o carro demorou a pegar. Acabou voltando mais atrás. Outro exemplo: Nelsinho economizou bem a bateria e deu uma volta a mais que os outros na pista. Era pra ele conseguir voltar no top 5. Porém, houve algum problema e a troca de carro demorou muito. Isso foi ruim. Ele que estava em sétimo antes da parada, liderou uma volta, estava voltando em oitavo e foi logo ultrapassado por Vergne. Não deu para segurar.

A corrida teve 39 voltas… Era então a fase se ataques e os níveis diferentes de bateria iam se manifestar de novo. Não tinha como. A equipe ABT trabalhou muito bem nas trocas. Assim, Daniel Abt estava em primeiro e Lucas em terceiro. Prost estava em segundo. Nelsinho, obviamente, por ter demorado mais a parar, tinha mais nível de bateria. Além disso, a habilidade do brasileiro é notória. Charles Pic substituiu Ho Pin Tung na China Racing como companheiro de Nelsinho. E, o que ele fez? Só fez errar. E, tava tomando uma volta de todo mundo. Pois bem, Nelsinho foi para cima. Mesmo estando em nono, foi galgando posições. O brazuca fez uma incrível ultrapassagem em Vergne. Depois, passou Sam Bird e seguiu rumando. Vergne, começou a ter problemas com energia e foi despencando. Acabou em 18º e duas voltas atrás. Uma pena para o pole! O melancólico final de Vergne dava a entender que seria um dia ruim para a equipe de Michael Andretti. Lêdo engano! O estreante na Andretti, Scott Speed, fez juz ao sobrenome e foi passando o próprio Vergne e Sam Bird, disparando para brigar pelas primeiras posições. Lucas foi outro a ter problemas de superaquecimento de baterias e não conseguiu acompanhar Abt e Prost. Ao contrário, perdeu posições para Scott Speed, d’Ambrósio e Nelsinho (todos em franca ascensão). Pior: Lucas di Grassi começou a perder mais posições. Acabou terminado em nono, uma posição atrás de Sam Bird (um de seus rivais diretos ao título). Daniel Abt, companheiro de Lucas, também sofrendo com as mesmas baterias, bem que tentou, mas sucumbiu a pressão e perdeu posições para Prost e Scott Speed.

O final foi eletrizante (de fato, um trocadilho infame, mas apropriado no momento). Scott Speed, o estreante norte-americano queria fazer história em casa. Vinha voando baixo e tentou de todas as formas ultrapassar Prost. Palmas para o filho do professor, pois tinha muito pouca bateria e segurou com todas as forças Speed na última volta. Resultado: primeira volta do herdeiro de Alain Prost. Mais que isso: foi o retorno de vitórias da França em uma categoria de monopostos, de fato importante e mundial, após muito tempo.  Daniel Abt ainda conseguiu segurar, com garra, d’Ambrósio e Nelsinho. Desse modo, Daniel garantiu o terceiro lugar para a equipe ABT.

Nota triste: Bruno Senna, após a troca de carro, não rendeu e perdeu posições e abandonou quando ainda faltava 14 voltas para o final. A equipe MAHINDRA parecia que se adaptaria bem a Fórmula. Afinal, assim como a ABT e EDAMS RENAULT, a MAHINDRA foi uma das equipes que está participando do projeto da Fórmula E faz tempo. O caso é que a equipe tem enfrentando muitos problemas de aquecimento com baterias. Independente disso, Bruno tem sim cometido muitos erros. Tudo isso tem feito que ele largue atrás e tenha de vir de trás quase sempre.

Notas muito positivas:

1) A vitória de Nicolas Prost que assume a liderança com 67 pontos. Os 5 primeiros ainda têm chances, mas a briga pelo título parece polarizar mais entre Prost, Sam Bird e di Grassi.

2) Prost pai ao lado de seu filho no pódio, ao som do hino francês, foi de fato um momento legal.

3) Nelsinho Piquet fez outro brilhante trabalho e não fosse os problemas de sua equipe nos boxes, teria chance de vitória em função de sua estratégia. Seu talento tem carregado a equipe nas costas. Não é à toa que os 49 pontos da CHINA RACING no campeonato são fruto do trabalho de Nelsinho.

Vamos aguardar a etapa de Long Beach em 4 de abril!

Confira o resultado completo do ePrix de Miami:

1º colocado – Nicolas Prost
2º colocado – Scott Speed
3º colocado – Daniel Abt
4º colocado – Jerome d’Ambrosio
5º colocado – Nelsinho Piquet
6º colocado – Antonio Felix da Costa
7º colocado – Loic Duval
8º colocado – Sam Bird
9º colocado – Lucas di Grassi
10º colocado – Salvador Duran
11º colocado – Jaime Alguersuari
12º colocado – Nick Heidfeld
13º colocado – Sébastien Buemi
14º colocado – Karun Chandhok
15º colocado – Jarno Trulli
16º colocado – Vitantonio Liuzzi
17º colocado – Charles Pic
18º colocado – Jean-Eric Vergne
19º colocado – Stéphane Sarrazin
20º colocado – Bruno Senna

 


06 – Long Beach / EUA > 04 de Abril de 2015

 

united-states-flag20152016usacircuitVencedor: Nelsinho Piquet 

Resumo da corrida: Nelsinho Piquet fez história na Fórmula E na corrida de sábado, 4 de abril, em Long Beach. Trinta e cinco anos depois da primeira vitória de seu pai na F1, também em Long Beach, Nelsinho escreveu um momento histórico no automobilismo brasileiro e na Fórmula E. Claro que é um traçado adaptado para as características da Fórmula E. Porém, o brasileiro tem sido rápido e ousado em todas as provas, mostrando que pode dar sim a volta por cima em sua carreira. Por isso tudo, de fato, o momento é único e histórico.

Piquet Jr. liderou a etapa de Long Beach da Fórmula E desde a primeira chicane, após uma largada fenomenal, na qual pulou de terceiro para primeiro. A forma como Nelsinho atacou ABT e Prost foi voraz, precisa e acurada. Antes da primeira chicane, o brasileiro estava na frente dos dois e a partir teve domínio absoluto da prova. Domínio assim não havia sido visto na categoria até o presente momento. Lucas di Grassi largou mal e caiu de quarto para quinto lugar, ficando encaixotado entre Vergne e Speed, ambos pilotos da equipe Andretti.

Logo no início, Scott Speed bateu (na 4º volta) e quebrou a roda direita, o que o tirou piloto norte-americano da prova inesperadamente. Isso causou uma bandeira amarela. Após a relargada, nova bandeira amarela: Trulli foi atingido pelo companheiro de Nelsinho Piquet: Charles PIC. O choque ocorreu no hairpin, quando de modo atabalhoado, PIC tentou passar cerca de quatro carros. Não teve jeito: de modo bisonho, PIC acertou Trulli que na 9º volta acabou abandonando a prova. Tais bandeiras acabaram ajudando todos os pilotos, pois ao invés de realizarem a troca de carro entre a volta 18 e 20, só precisaram fazer isso lá pela volta 22 e 23. Antes mesmo dessa parada, o até então líder do campeonato, Nicolas Prost, perdeu rendimento e foi ultrapassado por Daniel ABT, Vergne, Lucas di Grassi e Buemi.

Bruno Senna largou em 12º e mais uma vez fez uma prova de recuperação. O sobrinho de Ayrton fez grande corrida com muitas ultrapassagens no bloco intermediário, chegando ao nono lugar até antes das paradas. No entanto, Bruno economizou energia e segurou uma volta a mais que todos na pista. Assim, ele liderou por uma volta a corrida. Após uma boa troca de carro, Senna voltou em sétimo. Ou seja, ganhou duas posições. Após Bruno e mais uns 3 a 4 carros pararem nos boxes, Nelsinho retomou a liderança, sendo seguido por Vergne, di Grassi e Buemi. Após voltar dos boxes, Bruno Senna continuou em ritmo forte, ultrapassando a Nicolas Prost. Sempre é bom ver um Senna ultrapassando um Prost.

Daniel ABT, que esteve entre os primeiros colocados durante quase toda a prova, sofreu uma punição por uso excessivo de energia (acima do permitido), tendo que fazer um drive through nos boxes problemas nas voltas finais e acabou terminando na 15º colocação. Assim, Bruno pulou de 6º para 5º. Outro que sofreu penalidade foi Nicolas Prost que estava em sétimo e acabou terminado em 14º lugar. A única coisa que não sofreu mudança alguma foi a posição de Nelsinho. O brasileiro seguiu firme até a bandeirada. Ouvir o hino nacional no pódio para a vitória de Nelsinho e ver Lucas di Grassi foi uma sensação fantástica e nostálgica. Ver o Brasil no topo de uma categoria do automobilismo mundial novamente é algo sem igual.

A terceira colocação de Di Grassi o colocou na liderança geral da Fórmula E, ultrapassando Prost. A vitória de Nelsinho Piquet o colocou na segunda colocação do ranking, deixando os dois brasileiros em excelente situação no campeonato. Apenas 1 mísero pontinho separa os dois compatriotas que são rivais ferrenhos desde muito tempo.

A sétima etapa da Fórmula E será em Mônaco, dia 9 de maio de 2015.

Confira os resultados da etapa de Long Beach:

  1. Nelson Piquet (BRA) (China Racing);    
  2. Jean-Éric Vergne (FRA) (Andretti)
  3. Lucas Di Grassi (BRA) (Audi ABT);
  4. Sébastian Buemi (SUI) (e.dams Renault); 
  5. Bruno Senna (BRA) (Mahindra Racing);
  6. Jerome D’Ambrosio (Dragon Racing);
  7. A. Da Costa (Amlin Aguri);
  8. Jaime Alguersuari (ESP) (Virgin Racing);
  9. L. Duval (Dragon Racing Formula E Team);
  10. Stéphane Sarrazin (FRA) (Venturi);
  11. Nick Heidfeld (ALE) (Venturi);
  12. Karun Chandhok (IND) (Mahindra Racing);
  13. V. Liuzzi (Trulli Formula E team)
  14. Nicolas Prost (FRA) (e.dams Renault);
  15. Daniel ABT (ALE) (Audi ABT);
  16. C.Pic (China Racing Formula E);
  17. Salvador Duran (MEX) (Amlin Aguri) (ABANDONOU);
  18. Sam Bird (BRI) (Virgin) (ABANDONOU);
  19. Jarno Trulli (ITA) (Trulli Racing) (ABANDONOU);
  20. S. Speed (Andretti Autosport) (ABANDONOU);

 


07 – Monte Carlo / Mônaco > 09 de Maio de 2015

 

monaco-flagmonaco_eprix_circuitVencedor: Sébastien Buemi

Resumo da Corrida: Como já se esperava, o ePRIX de Mônaco seria uma prova extremamente travada como é a tradição das ruas de Monte Carlo na F1.

Assim sendo, o suíço Sebastién Buemi, que largou na pole, segurou com firmeza a liderança e faturou a etapa de Mônaco da Fórmula E, neste sábado (9). Vale destacar a grande corrida de Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet, segundo e terceiro colocados, respectivamente. Já Bruno Senna sofreu acidente impressionante logo no início, abandonando a prova prematuramente. Esta foi a segunda vitória do suíço na temporada, que alcançou os 82 pontos e entra de vez na disputa do campeonato. Lucas segue como líder na classificação geral, seguindo por Nelsinho Piquet que está há quatro pontos atrás do compatriota.

A corrida começou muito agitada. Praticamente, ocorreu um Big One (parafraseando termo da NASCAR e que foi usado por Thiago Alves na transmissão da Fox Sports) na segunda curva do circuito quando quatro pilotos se envolveram em grave acidente. O carro de Bruno Senna chegou a decolar, mas o brasileiro não sofreu nenhum machucado. Porém, a maré de azar de Bruno segue e o brasileiro teve de abandonar a prova. A culpa do acidente foi de Nicolas Prost que tem se mostrado um causador de confusões na Fórmula E. Ele se lançou ferozmente em cima de Nelsinho, espalhou e aí imprensou Daniel ABT na parede… Aí, foi impossível para Bruno Senna e outros pilotos conseguirem desviar. Alguns pilotos como ABT, Duval, Liuzi, Duran e Vergne trocaram de carro. Mas, é óbvio que não teriam como terminar a prova. Aí ficaram se arrastando na pista como lentos retardatários, o que de um tempero a mais na corrida, atrapalhando os líderes. Alguersuari assim como Bruno abandonou na segunda curva. Vergne, pelo menos, ganhou pontos em função da volta mais rápida da prova. Ainda no começo da prova Nelsinho Piquet que largou em quarto, fez uma bela ultrapassagem em Jerome D’Ambrosio e assumiu a terceira posição. Após isso, Nelsinho tentou poupar bateria e tomou pressão do belga e também de Sam Bird.

No restante da prova, Lucas Di Grassi tentou atacar Buemi e conseguir a primeira colocação, mas Buemi esteve inspirado durante toda a corrida e não deu chances ao brazuca.  Nem mesmo na hora da troca de carros, Buemi vacilou. Di Grassi parou cerca de duas voltas antes de Buemi, mas o suíço conseguiu voltar na frente do brasileiro. Piquet Jr. usou mesma estratégia de Buemi, mas voltou atrás de Di Grassi. Nesse momento, houve uma feroz batalha na corrida por três voltas. A rivalidade de Nelsinho e Lucas é marcante e ambos não se bicam de modo algum. Para piorar, os dois se estranharam no treino, quando Nelsinho acusou Lucas de prejudicar sua volta rápida. Nelsinho usou o fanboost, mas Lucas o segurou magistralmente. A batalha causou um toque no bico de Nelsinho que fez com que o filho do Tricampeão Mundial de F1 perdesse rendimento. Nas duas últimas voltas, inclusive, Nelsinho precisou duelar e segurar o ataque incrível de Sam Bird.

Em entrevista após a prova, Lucas afirmou que a intenção era ultrapassar o suíço Buemi durante o pit stop. O brasileiro valorizou o segundo lugar e a manutenção da liderança na classificação geral da Fórmula E. A próxima etapa da Fórmula E será em Berlin, daqui a duas semanas, no dia 23 de maio. Essa será uma prova muito interessante por ser realizada na única pista sem ser de rua. O traçado é no antigo aeroporto de Moscou. Vamos aguardar o próximo capítulo da Fórmula E.

Resultado final da corrida:

1. SÉBASTIEN BUEMI

2. LUCAS DI GRASSI

3. NELSINHO PIQUET

4. SAM BIRD

5. JÉRÔME D’AMBROSIO

6. NICOLAS PROST

7 . STÉPHANE SARRAZIN

8. CHARLES PIC

9. ANTONIO FÉLIX DA COSTA

10. NICK HEIDFELD

11. JARNO TRULLI

12 . SCOTT SPEED

13. KARUN CHANDHOK

14. VITANTONIO LIUZZI

15. JEAN-ÉRIC VERGNE

16. SALVADOR DURÁN

17. LOÏC DUVAL

18. DANIEL ABT

19. BRUNO SENNA

20. JAIME ALGUERSUARI

 

 


08 – Berlim / Alemanha > 23 de Maio de 2015

 

germany-flag
20142015germanycircuitVencedor:
Jerome D’Ambrósio

Resumo da Corrida: Como esperado, a prova de Berlim num aeroporto cheio de espaço, permitiu alta disputa entrem os pilotos da Fórmula E. Logo na largada, Jarno Trulli tentou segurar o ímpeto de Lucas Di Grassi sem êxito. O brasileiro forçou e o italiano errou. Assim, Lucas di Grassi o ultrapassou e exerceu um dos maiores domínios da Fórmula E até agora. Liderou de ponta a ponta, chegando a ter cerca de 10 a 11 segundos de vantagem para o segundo colocado em alguns momentos da prova. Uma vitória com grande autoridade e com muito domínio. Mas, deve-se lembrar de que Nelsinho também dominou em Long Beach. Aliás, Buemi também venceu com sobras em Mônaco. É claro que o domínio de Lucas pareceu maior. No entanto, é errado afirmar que foi único até agora.

Na largada, ainda houve outro erro de um piloto: Daniel Abt. O companheiro de Lucas rodou na curva dois e caiu para o fim da fila, saindo incrivelmente ileso de toques.

Nelsinho Piquet, que largara apenas em 13º, começava a recuperar posições numa corrida agressiva. Usando seu fanboost, o brazuca entrou rapidamente no top-10.

Trulli, apesar de conseguir ser rápido em uma volta, não era capaz de se manter entre os primeiros. Em oito voltas, o italiano já estava fora da zona de pontuação. Em contrapartida, seu companheiro, Vitantonio Liuzzi, rapidamente ascendia para a quinta colocação.

Enquanto D’Ambrosio e Buemi promoviam uma bela disputa pelo segundo lugar, Lucas di Grassi disparava na frente. Na 15ª volta, o brasileiro chegava a inacreditável diferença de 12s126, algo inédito na Fórmula E.

Trulli e Stéphane Sarrazin foram os primeiros a trocar de carros. Após a 17ª volta, os demais pilotos também fizeram sua troca. No entanto, Nelsinho Piquet, mais uma vez economizou energia e resistiu mais uma volta que os demais na pista. Mas, tentando poupar, ainda antes de entrar nos boxes, Piquet foi ultrapassado de uma vez só por Jean-Éric Vergne, Sam Bird e António Félix da Costa. Mas, os referidos pilotos trocaram de carro e Nelsinho deu uma volta rápida antes de entrar para também trocar de carro.

Ao retornar dos boxes, Nelsinho voltou em oitavo lugar. Muitos erroneamente acham que isso é uma estratégia ruim, pois não há muito ganho na prática. Lêdo engano. As pessoas precisam entender que a estratégia é para tentar dar ao piloto mais energia na segunda parte da corrida de Fórmula E. E, Nelsinho Piquet, mais uma vez fez isso, promovendo grandes ultrapassagens.

Buemi não teve um bom pit-stop, voltando em quarto, atrás de D’Ambrosio e de Heidfeld. O suíço, no entanto, partiu para o ataque e ultrapassou Nick. O alemão ficou numa batalha dura com Loic Duval.

Sem ter de se preocupar com gerenciar energia elétrica na segunda parte da corrida, Nelsinho começou a acelerar muito e marcou a volta mais rápida da prova em 1min24s435, assegurando alguns pontinhos extras.

Problemas na Amlin Aguri: sua dupla ganhou de presente uma punição por terem feito pit-stop abaixo do tempo mínimo. Desastre mesmo foi a corrida da Mahindra. Que final de semana: Bruno e Chandock só andaram lá atrás. Se não bastasse, o brasileiro ainda recebeu um drive-through. De fato, os carros são iguais nessa temporada? Sim, o talento dos pilotos define muito? Sim. Mas, as equipes já estão sim, em função de seus recursos, conseguindo tirar melhores resultados em cima do atual quadro. Definitivamente, não é o caso da Mahindra que a cada anda mais para trás.

Duval continuava a pressionar Heidfeld, até que na volta 25 conseguiu, enfim, ultrapassar o alemão.  Nelsinho Piquet, usando sua estratégia, foi ao ataque. Fazendo uso do fanboost, Nelsinho passou por Sarrazin. Em seguida, a vitima foi Heidfeld. Com duas voltas para o fim, Piquet entrou em batalha com Duval e se proximou de Buemi. Mas, não conseguiu a ultrapassagem. Assim sendo, o brasileiro ficou em um quinto lugar, vendo seu compatriota disparar na liderança do mundial de pilotos. Mas, para quem largou em 13º, o resultado foi até bom.

Di Grassi venceu tranquilamente, seguido por D’Ambrosio, Buemi, Duval, Piquet, Heidfeld, Sarrazin, Vergne, Bird e Liuzzi. A melhor volta da prova foi de Piquet. Vale ressaltar que após cruzar a linha de chegada, o carro de Lucas teve uma pane e estranhamente parou completamente. Sorte que foi após vencer. Sorte de campeão? Não… Nada disso. Após a prova, a Fia Fórmula E puniu Lucas e a equipe ABT por mudanças em desacordo com o regulamento. A equipe mexeu mas aletas das asas frontais, onde foi colocada uma estrutura de metal para reforçá-las. A equipe ABT decidiu não entrar com uma apelação para revisão do resultado.Vamos aguardar Rússia e Londres e ver a briga que esquentou ainda mais, pois com a punição, Nelsinho Piquet assumiu a liderança.

Resultado final:

01 – Lucas di Grassi (DESCLASSIFICADO)

02 – Jerome d’Ambrosio

03 – Sébastien Buemi

04 – Loic Duval

05 – Nelson Piquet

06 – Nick Heidfeld

07 – Stephane Sarrazin

08 – Jean-Eric Vergne

09 – Sam Bird

10 – Vitantonio Liuzzi

11 – Nicolas Prost

12 – Antonio Felix da Costa

13 – Jaime Alguersuari

14 – Scott Speed

15 – Daniel Abt

16 – Karun Chandhok (PUNIDO)

17 – Charles Pic

18 – Salvador Duran

19 – Bruno Senna

20 – Jarno Trulli

 

 


09 – Moscou / Russia > 06 de Junho de 2015

 

russia_flag
20142015russiacircuitVencedor:
Nelsinho Piquet

Resumo da Corrida: Mais uma grande corrida de Fórmula E! Logo na largada, Nelsinho Piquet atacou e ultrapassou Jean-Éric Vergne e assumiu a liderança da prova. Lucas di Grassi e Sébastien Buemi seguiram em suas posições, com Daniel Abt ficando firme no quinto lugar.  Nelsinho Piquet, assim como fez em Long Beach, foi abrindo vantagem na frente. Após oito voltas, Piquet abrira 3s730 na liderança. Lucas e Buemi lutavam com bravura, mas não conseguiam passar Vergne. Desse modo, o piloto da NEXTEV TCR (antiga China Racing) conseguia seguir com folga na ponta.

A coisa ficou muito feia para Sam Bird e sua Virgin. O inglês teve problemas no carro e acabou antecipando a troca de carro. Aí, ele teve que se arrastar na pista para tentar chegar no final. Impossível missão. As vorazes batalhas da corrida envolveram Trulli. António Félix da Costa atacava um Jarno Trulli claramente mais lento.

Jaime Alguersuari fez bela manobra e ultrapassou Justin Wilson. No entanto, ele teria que parar logo para trocar de carro, pois ele estava consumindo muito a bateria de seu bólido. Nick Heidfeld, Nicolas Prost e Salvador Durán se mantinham tranquilos na sétima, oitava e nona colocação, pois Trulli seguia segurando Félix da Costa e Cia.

Na volta 18, quando o líder Piquet foi aos boxes para trocar de carro, Bruno Senna errava na saída da curva. O carro da Mahindra perdeu o controle e atingiu o muro, perdendo o aerofólio. Bruno teve que ir até os boxes e trocar de carro. Outra corrida terrível do Bruno.

Di Grassi foi aos boxes uma volta depois que Piquet, na 19ª. O trabalho foi bom e Lucas voltou na frente de Vergne. Buemi ainda ficou mais uma volta na pista, entrando nos boxes na 20ª volta. O suíço teve problemas na troca de carro e acabou se distanciando dos três primeiros.

Antonio Garcia, novamente voltou a ser companheiro de Piquet. Mas, teve um destino similar dos demais companheiros de Piquet na NEXTEV TCR: teve problemas e abandonou.

Na 23ª volta, Antônio Félix da Costa conseguiu passar Trulli com direito a toque e tudo, numa manobra arrojada. E, ainda havia mais surpresas reservadas para Trulli. Duval errou no hairpin e voou no carro do italiano.

Na última volta, Buemi atacou Vérgne com uma manobra polêmica, tocando lado a lado e utilizando a chicane como vantagem. Heidfeld aproveitou e passou Vergne também. Bem, apesar de ir para o pódio, Buemi seria penalizado mais tarde em 29 segundos, caindo para nono lugar. No final, Lucas tentou chegar em Nelsinho, mas sem êxito. Lucas di Grassi afirmou ter problemas de aquecimento da bateria.

 


10 – Londres / Reino Unido > 27 de Junho de 2015 (ROUND 1)

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20152016ukcircuitVencedor: Sebastien Buemi

Resumo da Corrida: Sebastien Buemi foi o grande vencedor da primeira corrida deste fim de semana em Londres, com Jerôme D’Ambrosio e Jean-Eric Vergne completando o pódium. Além disso, Buemi reduziu a liderança para cinco pontos distância dele para Nelsinho Piquet. Piquet foi o quinto colocado. Lucas di Grassi, ficou à sua frente, no quarto lugar.

Horas antes da corrida, a organização decidiu que por causa da primeira curva (muito estreita para a passagem de dois carros) a competição iria começar com o Safety Car. Aliás, Londres é uma cidade fantástica, mas a pista (montada num parque) é muito ruim. Ondulada, apertada e até insegura. A corrida ter que começar com carro de segurança por conta disso mostra o erro no traçado. A decisão do campeonato não poderia ser jamais numa condição dessa. A corrida começou com Buemi disparando mais e mais, com Jerome D’Ambrosio em segundo. Lucas e Piquet continuavam no terceiro e quarto lugares.

Piquet tentou ultrapassar Lucas di Grassi, mas o piloto da Abt defendeu-se de forma voraz. Em virtude do toque de Lucas e Nelsinho, Jean-Eric Vérgne avançou e superou Piquet. A seguir, o piloto francês pressionou Di Grassi para conseguir o terceiro lugar também.

Na volta 15, as trocas de carro começaram. Piquet, Oliver Turvey, Vergne e Lucas foram os primeiros a efetuarem as trocas. O gasto excessivo de bateria da NEXTEV China Racing e da ABT foi notório. Os pilotos só não tiveram problemas porque a entrada do Safety Car por conta da batida de Daniel Abt fez com que todos gastassem menos energia. Buemi parou apenas na volta 17, mostrando como o carro da Renault funcionou bem no quesito energia.

Na reta final, após a saída do Safety Car, o brasileiro da China Racing atacou novamente Daniel Abt com muita vontade. Porém, Lucas resistiu e até abriu vantagem. Ao mesmo tempo, Bruno Senna, fora penalizado por causa de um excesso de velocidade na saída das boxes. Bruno parecia que ia chegar entre os dez primeiros. Mais um dia negro. Daí em diante, nas últimas 5 voltas, não houve grande mudanças. Lucas conseguiu os dois pontos da volta mais rápida, mas não ultrapassou Vérgne. Nelsinho, com os níveis de bateria no final, teve que segurar os ataques de Sam Bird.

A grande verdade é que a Edams.Renault foi campeã de mundial de construtores. Já Buemi conseguiu a sua terceira vitória na temporada e se agiganta para a etapa de domingo. Agora, vamos aguardar a decisão.

 

 

11 – Londres / Reino Unido > 28 de Junho de 2015 (ROUND 2)

uk_flag20152016ukcircuitVencedor: Sam Bird

Campeão da temporada: NELSINHO PIQUET

Resumo da corrida: O piloto brasiliense terminou em sétimo lugar o ePrix de Londres neste domingo, foi a 144 pontos e superou o suíço Sebastien Buemi por um ponto na tabela de classificação. Seu pai, em 1981, venceu assim, do mesmo modo, sua primeira temporada de F1.

É primeira conquista de um piloto brasileiro em campeonato mundial de monoposto chancelado pela FIA desde o tricampeonato mundial de Ayrton Senna na F1 em 1991.

O capítulo final do campeonato fez jus ao dramático roteiro que foi a jornada de Nelsinho na pioneira categoria para carros elétricos. Último piloto confirmado no grid, o brasiliense entrou na Fórmula E sem sequer saber se teria como competir além da quarta etapa do calendário.

De desacreditado passou a protagonista.  Venceu duas corridas e nada menos que seis enquetes do Fan Boost, eleição no site oficial da categoria que premia os favoritos do público com uma dose extra de energia em seus carros.

A tomada de tempo deste domingo na travada pista londrina começou com pista seca. Mas pouco antes do piloto do Nextev TCR ir para suas voltas lançadas o clima da capital britânica mostrou as caras. No piso molhado, Nelsinho ficou apenas com o 16º tempo no grid.

“Sabia que seria muito difícil, largando de onde a gente estava. Combinei com o time de não ficarmos falando no rádio sobre o campeonato. A estratégia era concentrar na corrida e acelerar o máximo possível. Não tinha nada a perder e forcei o ritmo ao máximo”, disse logo após descer do carro #99, ainda meio atônito pela conquista.

“Cruzei a linha de chegada e não sabia se tinha sido campeão”, confessou o brasiliense.

Logo na largada, Piquet ganhou nada menos que quatro posições, avançando para 12º. Quando começou a janela para troca de carros, ele era décimo. Ficou duas voltas além dos ponteiros na pista tentando ganhar posições nos pits, mas saiu na mesma posição. Na 20ª volta a intervenção do safety car agrupou o pelotão, permitindo a Piquet partir para as nove voltas mais importantes de sua carreira de mais de 20 anos. Usando o Fan Boost na relargada, Nelsinho se aproximou de Oliver Turvey e superou o companheiro no Nextev TCR. Depois surpreendeu o mexicano Salvador Duran, subindo para oitavo. Buemi então era sexto, e tentou desesperadamente superar Bruno Senna nas duas voltas finais. Mas o sobrinho de Ayrton segurou o suíço da equipe e.Dams chefiada por Alain Prost. E o primeiro título da Fórmula E acabou na sala de troféu do clã Piquet.

Texto por Luís Ferrari (Assessor de imprensa de Nelsinho Piquet).